Lula apresenta Hospital do Andaraí para diretor da OMS e alfineta Trump

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Por diario
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presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou, nesta terça-feira (28), o Hospital Federal do Andaraí, na Zona Norte, ao diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus. No evento, o chefe de Estado reafirmou a importância do Sistema Único de Saúde (SUS) para a população brasileira e alfinetou Donald Trump ao comentar a redução de recursos destinados à OMS. 

“Quando você puder conversar com o presidente Trump, já que ele anunciou que iria cortar verba da Organização Mundial da Saúde, diga a ele como um presidente de um país que não é rico como os Estados Unidos consegue garantir a cada cidadão brasileiro o mesmo tratamento de saúde que terá o presidente da República. Eu fiz 15 sessões de radioterapia na cabeça por causa de um câncer de próstata em uma máquina que qualquer pessoa pobre no Brasil pode utilizar. Não é a conta bancária que deve salvar uma pessoa. O que a gente quer provar ao mundo é que é possível as pessoas mais pobres terem um tratamento de saúde qualificado”, afirmou.

Lula também lembrou a passagem de Tedros pelo Brasil durante a reunião do G20, em 2024, quando precisou ser internado. Segundo o presidente, qualquer chefe de Estado teria acesso ao mesmo padrão de atendimento oferecido pelo SUS à população brasileira.

“Qualquer pessoa mais humilde, de qualquer lugar do Rio de Janeiro, se precisar fazer radioterapia, vai utilizar uma máquina igual à que o Trump usaria, que o Xi Jinping usaria, que o Putin usaria e que o Lula utilizou. Tratamento de saúde não é para rico, é para quem está doente. É isso que queremos mostrar com o SUS. Leve essa mensagem para o mundo, meu amigo. E diga que, aqui no Brasil, nós gostamos de cuidar de gente”, declarou.

Durante a cerimônia, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, aproveitou a visita para contextualizar a criação do SUS e destacar a transformação promovida pelo sistema público de saúde ao longo das últimas décadas. Padilha ainda brincou dizendo que daria uma carteirinha do SUS para o diretor da OMS.

“Antes de existir o SUS, quem não tinha carteira assinada ou vínculo com determinadas categorias profissionais não tinha qualquer tipo de atendimento de saúde. Se chegasse a um hospital, muitas vezes era registrado como indigente. A Constituição de 1988 mudou essa realidade e garantiu que todo brasileiro tivesse direito ao acesso à saúde. Foi uma mudança histórica que permitiu construir um sistema universal para atender toda a população”, afirmou.

Padilha também citou o cenário encontrado na rede federal de saúde nos últimos anos e ressaltou os investimentos realizados para recuperar a estrutura hospitalar.

“Durante a pandemia, encontramos hospitais federais funcionando com capacidade reduzida, emergências fechadas e a atenção básica desestruturada. O Hospital Federal do Andaraí operava com apenas uma parte dos leitos disponíveis. O que estamos vendo agora é o movimento contrário, com reabertura de leitos, recuperação das unidades e ampliação da capacidade de atendimento à população”, lembrou.

Diretor do Hospital Federal do Andaraí, Ivison Valverde destacou o aumento da estrutura da unidade e o crescimento dos serviços oferecidos após a retomada dos investimentos.

“O hospital passou por uma transformação muito grande. Quando assumimos a gestão, a unidade tinha uma estrutura muito reduzida. Hoje, estamos com cerca de cinco mil profissionais trabalhando aqui. A emergência voltou a funcionar plenamente e realiza mais de 20 mil atendimentos por mês. Também ampliamos o atendimento ambulatorial, fortalecemos os serviços especializados e expandimos áreas estratégicas, como o tratamento oncológico”, explicou o médico, que ressaltou:

“Estamos ampliando a capacidade de atendimento em radioterapia e, em breve, vamos dobrar esse número graças às melhorias realizadas nos equipamentos. Isso significa mais acesso e mais rapidez para quem precisa iniciar o tratamento contra o câncer”.

O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere (PSD), afirmou que a retomada dos investimentos permitiu recuperar a rede pública e ampliar o acesso aos serviços de saúde. “Quando o presidente Lula voltou ao governo, encontramos hospitais federais com leitos fechados, emergências desativadas e estruturas sucateadas. A reabertura dessas unidades e a recuperação da rede federal foram fundamentais para ampliar a capacidade de atendimento da população. O Hospital do Andaraí é um exemplo dessa reconstrução”, comemorou.

Já o governador em exercício do Rio de Janeiro, o desembargador Ricardo Couto, classificou o momento como um marco para a saúde pública e defendeu a continuidade das políticas voltadas à ampliação do acesso aos serviços.

“Estamos diante de uma política pública que reforça o caráter universal da saúde. Cada investimento realizado representa um compromisso com a população. O acesso à saúde deve alcançar todos, independentemente da condição econômica, da origem ou da crença. Esse é um princípio que precisa ser preservado e fortalecido”, afirmou. 

Ao encerrar a fala, o presidente afirmou que a recuperação da rede federal representa um compromisso com a população fluminense.

“Recuperar a saúde do Rio de Janeiro e recuperar os hospitais federais é dar decência ao povo do Rio de Janeiro. Ainda não concluímos essa obra, mas o que estamos fazendo é um começo maravilhoso.”, concluiu

Fonte: Jornal O Dia

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