O projeto Padrão Segurança Máxima (PSM), do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, chegou ao Rio de Janeiro com ações integradas de inteligência, operações e modernização tecnológica em unidades prisionais estratégicas do estado. A iniciativa é conduzida pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), em parceria com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro (SEPPEN-RJ).
Entre os dias 15 e 19 de junho, equipes das duas instituições realizaram as operações Mute e Modo Avião em cinco unidades prisionais. As ações mobilizaram cerca de 700 policiais penais e resultaram na revista de 143 celas e na apreensão de 165 celulares, além de outros materiais ilícitos.
Ações miram comunicação ilegal dentro do sistema prisional
As unidades foram selecionadas com base em dados de inteligência voltados ao enfrentamento de organizações criminosas que atuam a partir do sistema prisional. Segundo o governo federal, os estabelecimentos fazem parte de um conjunto de 138 unidades incluídas no Padrão Segurança Máxima em todo o país.
Nesta última sexta-feira (19/06), autoridades acompanharam as ações no estado, entre elas o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, e a secretária de Estado da Polícia Penal do Rio de Janeiro, Alessandra Odawara.
As equipes também utilizaram georradar, equipamento capaz de identificar estruturas subterrâneas sem escavações, permitindo localizar possíveis túneis e outras alterações estruturais que possam representar risco à segurança das unidades. As operações foram direcionadas ao enfrentamento de organizações criminosas que utilizam comunicações ilícitas a partir do ambiente prisional, segundo as autoridades envolvidas.
“O enfrentamento ao crime organizado exige atuação coordenada. O Padrão Segurança Máxima foi criado para fortalecer as polícias penais estaduais com tecnologia e inteligência”, afirmou o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia.
Desde o lançamento do programa, em maio de 2026, as ações do PSM já mobilizaram 5.297 policiais penais e resultaram na apreensão de 1.427 celulares ilícitos em 133 unidades prisionais no país.
No Rio, o estado também recebeu 13 equipamentos de raio-X para reforçar a fiscalização nas unidades. O programa prevê ainda novas entregas ao sistema prisional fluminense ao longo do segundo semestre de 2026, incluindo scanners corporais, drones, sistemas de varredura e viaturas-cela.
Os investimentos na primeira etapa somam cerca de R$ 324 milhões, com R$ 184,9 milhões já aplicados em tecnologias e equipamentos voltados ao fortalecimento do sistema prisional e ao combate ao crime organizado.
Fonte: Diário do Rio
