O Republicanos anuncia nesta segunda-feira a candidatura do ex-governador Anthony Garotinho para o governo do Rio após uma disputa interna com o ex-prefeito de Miguel Pereira, André Português, que também desejava concorrer à sucessão de Cláudio Castro (PL). Será a quarta vez que Garotinho se candidatará a governador do Rio nos últimos trinta anos.
Recentemente, Garotinho conseguiu no Supremo Tribunal Federal (STF), por decisão do ministro Cristiano Zanin, anular uma condenação eleitoral, ficando elegível novamente.
A decisão do Republicanos amplia o número de partidos do Centrão que não embarcaram na candidatura de Douglas Ruas ao Palácio Guanabara. Neste domingo, o ex-prefeito de Nova Iguaçu, Rogério Lisboa (PP) desistiu de ser o vice na chapa do PL estadual.
Antes de ser eleito para o cargo em 1998 pelo PDT, Garotinho havia perdido a eleição de quatro anos antes para o tucano Marcello Alencar. Em 2002, pelo PSB, acabou não concorrendo à reeleição porque se candidatou à Presidência da República, mas emplacou a mulher Rosinha Garotinho no Palácio Guanabara.
Em 2014, pelo antigo PR (que depois se tornaria PL), viu os adversários Luiz Fernando Pezão e Marcelo Crivella irem para o segundo turno e amargou um terceiro lugar na disputa. Quatro anos depois, na eleição vencida por Wilson Witzel, teve a candidatura pelo PRP impugnada pela Justiça Eleitoral durante a campanha devido a uma condenação por improbidade administrativa na segunda instância.
Para escolher Garotinho ao invés de André Português, o Republicanos encomendou pesquisa qualitativa e quantitativa do Instituto PreFab Future. O partido também já definiu que lançará para o Senado o deputado federal e ex-prefeito do Rio, Marcelo Crivella.
— O Republicanos sairá ainda maior dessa disputa no Rio de Janeiro. Estamos trabalhando muito para que nosso posicionamento de defesa inconteste dos fluminenses se espalhe por todo o estado — diz Luis Carlos Gomes, presidente do Republicanos no Rio.
Em maio, dirigentes do partido tentavam convencer Garotinho a concorrer à Câmara dos Deputados, o que ajudaria o partido a ampliar sua bancada federal e, consequentemente, seu fundo partidário. O político já havia negado essa possibilidade. Ele disse que iria tentar novamente o governo após verificar o próprio desempenho em pesquisas. Em abril, levantamento Genial/Quaest o colocou com 8% das intenções de voto, tecnicamente empatado em segundo lugar com Douglas Ruas, que tinha 9%. André Português não foi testado.
— Já avisei ao partido que não vou concorrer a deputado federal. Vou me apresentar na eleição ao governo como alguém independente. Todos sabem que eu não voto no PT, mas também não consigo assimilar o PL do Rio — disse Garotinho à época.
André Português se apresentou no mesmo mês como nome ao governo, e colheu declarações de apoio de lideranças da leganda em outros estados, como o senador Cleitinho Azevedo, pré-candidato ao governo de Minas, e Lorenzo Pazolini, ex-prefeito de Vitória que disputará o governo capixaba.
— O que conversei com o Luis Carlos e com o (presidente nacional do partido) Marcos Pereira foi que eu seria candidato ao governo em outubro, por isso me filiei — afirmou Português.
O GLOBO
