Volvo terá ônibus 100% elétrico em teste no BRT do Rio

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Por diario
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BRT do Rio de Janeiro vai testar um ônibus 100% elétrico da Volvo nas condições reais de operação da cidade. O acordo de cooperação entre a montadora, de origem sueca, e a Prefeitura do Rio foi publicado nesta quinta-feira (7) e faz parte do projeto municipal de demonstração de ônibus elétricos.

O veículo da Volvo foi montado em Curitiba, no Paraná. Pelo documento oficial, o termo de cooperação tem validade até 30 de maio de 2026, mas poderá ser renovado. A proposta é avaliar o desempenho do modelo no sistema carioca antes de novas decisões sobre compra de frota.

Teste será feito na Zona Oeste

A linha escolhida para as demonstrações é a Conexão BRT 28, que liga o Terminal Curral Falso ao Terminal Pingo d’Água, na Zona Oeste. O trecho vem sendo usado pela prefeitura para comparar veículos de diferentes fabricantes sob os mesmos parâmetros operacionais.

Os modelos testados são do tipo padron, com dois eixos e piso baixo. A escolha permite observar autonomia, consumo, desempenho, conforto e adaptação ao fluxo diário de passageiros do BRT.

Desde novembro de 2025, o projeto já recebeu ônibus elétricos de fabricantes nacionais e estrangeiros, como HigerAnkaiEletraMercedes-BenzBYD e Marcopolo Atti Integral. Agora, a entrada da Volvo amplia a lista de tecnologias avaliadas pela cidade.

Resultado pode orientar novas compras

Um dos objetivos da prefeitura é entender se os próximos editais de aquisição de frota já poderão incluir ônibus elétricos. A eletrificação do transporte público é vista como um caminho para reduzir emissões, diminuir ruído urbano e modernizar a operação do sistema.

No caso do Rio, o teste também precisa considerar as condições próprias da cidade. O BRT opera em corredores de alta demanda, com longas distâncias, calor intenso, trânsito pesado em alguns acessos e necessidade de regularidade na circulação.

Os resultados das demonstrações devem servir de base para a formulação dos próximos editais de compra de ônibus. A ideia é que a escolha de novos veículos seja feita a partir de dados colhidos na operação real, e não apenas por informações de catálogo.

Com informações do Diário de Transporte

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