Museus e centros culturais abertos durante o Carnaval no Rio de Janeiro

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Por diario
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Mostra sobre folia e festas populares no Museu do Pontal, Beatriz Milhazes na Casa Roberto Marinho, e obras de fotógrafas paraenses no CCBB estão entre os destaques da semana nos museus e centros culturais cariocas. Abaixo, confira um guia com as principais exposições em cartaz no Rio de Janeiro. Atenção: devido ao feriado, a maioria dos espaços teve alterações no horário de funcionamento.

Principais museus e centros culturais

Casa Brasil. Rua Visconde de Itaboraí 78, Centro. Ter a dom e feriados, das 10h às 17h. Grátis.

  • Em nova fase, o centro cultural inaugurou duas mostras. Na coletiva “Casa Brasil”, 57 artistas de todo o país apresentam 259 obras que evocam a brasilidade. Em “Tarde do Fauno”, Arthur Chaves usa materiais têxteis para refletir sobre o passado do local e a História da Arte. Até 15 de março.

Casa Firjan. Rua Guilhermina Guinle 211, Botafogo. Ter a dom, das 9h às 18h30. Sáb (14) e dom (15), das 8h às 16h. Fechado segunda (16) e terça (17). Qua (18), das 8h às 18h30. Grátis.

  • A mostra interativa “Futurabilidades” guia o visitante por reflexões sobre o presente e o futuro do mundo do trabalho a partir de jogos e experiências sensoriais. Até 29 de março.

Casa Roberto Marinho. Rua Cosme Velho 1.105. Ter a dom, das 12h às 18h. Fechado de 14 a 18 de fevereiro. R$ 10 (morador do Rio paga meia). Aos domingos, R$ 10 para grupos de quatro pessoas. Grátis às quartas. 

  • ‘Pinturas nômades’. A mostra se debruça sobre 17 obras site specific de Beatriz Milhazes, que ocuparam edifícios como a Fundação Cartier, em Paris, e o Museu de Arte Contemporânea de Tóquio, no Japão, entre 2004 e 2023. Até 15 de março.

CCBB – Centro Cultural Banco do BrasilRua Primeiro de Março 66, Centro. Qua a seg, das 9h às 20h. Sáb (14) e dom (15), das 9h às 18h. Fechado segunda (16) e terça (17). Qua (18), das 12h às 20h. Grátis.

  • ‘Vetores-vertentes: fotógrafas do Pará’. A fotografia amazônica feita por mulheres nos últimos 40 anos ganha um panorama com 170 obras, entre imagens, vídeos e instalações, feitas por 11 fotógrafas paraenses. Até 30 de março.
  • ‘Viva Mauricio – Mauricio de Sousa, a experiência imersiva’. A exposição celebra a vida e a obra do cartunista. Conduzida pela voz do artista, a mostra passeia, ao longo de 25 ambientes, pelo universo da Turma da Mônica e de outras criações do artista, com cenários imersivos dos personagens, instalações e mais de 200 itens, entre desenhos, fotos, vídeos e materiais de acervo pessoal, como seus primeiros trabalhos. Até 13 de abril.
  • ‘Do sal ao digital: o dinheiro na coleção Banco do Brasil’. Com alguns itens históricos, como a peça da coroação de D. Pedro I, que nunca foi posta em circulação, a mostra permanente do espaço conta a origem do dinheiro no país e no mundo. Atividades interativas, obras de arte e mais de 800 moedas e cédulas estão em exibição. Exposição permanente.

Centro Cultural Correios. Rua Visconde de Itaboraí 20, Centro. Ter a sáb, das 12h às 19h. Fechado de 13 a 18 de fevereiro.

  • A imersiva “Michelangelo: o mestre da Capela Sistina” tem reproduções homologadas de afrescos, pinturas, esculturas, gravuras e esboços do artista, além de duas salas de projeção. R$ 50. Até 21 de fevereiro.
  • Seguem as individuais “Tessituras do adeus”, em que a artista visual e fotógrafa Sandra Gonçalves explora as fronteiras entre vida e morte; “Dobras e desdobras”, em que Liane Roditi investiga as relações entre corpo, memória e matéria, a partir do apagamento feminino; e e “Há quanto tempo não olho para o céu?”, em que Aruane Garzedin trata de corpo e cidade (até 14 de março). Segue em cartaz “Amazônidas”, com obras de nove artistas que refletem sobre a potência feminina na Amazônia (até 21 de fevereiro). Grátis.

Museu da República . Rua do Catete 153. Qua a dom, das 11h às 17h, com última entrada às 16h30. Palácio do Catete fechado de 13 a 18 de fevereiro. Grátis.

  • Na Galeria do Lago, a individual “Voo no breu”, com fotos, vídeo, desenhos e pequenas esculturas de Claudia Tavares que propõem um olhar sobre a destruição e a força de regeneração das florestas brasileiras. Até 1º de março.

MAR – Museu de Arte do RioPraça Mauá 5, Centro. Qui a ter, das 11h às 18h (última entrada às 17h). Fechado de 14 a 18 de fevereiro. R$ 20. Grátis às terças.

  • Òkòtó: espiral da evolução’. Pinturas, gravuras e tecidos da artista e designer baiana Goya Lopes realizados nos últimos 50 anos, guiados por referências africanas e afro-brasileiras. Até 7 de abril.
  • ‘Frete grátis para todo Norte, exceto para o Brasil’. Bandeira de Rafael Pinto. Até 15 de março.
  • Nossa vida bantu’. Com cerca de 50 obras, a mostra reflete sobre as raízes dos povos da África Central presentes na identidade nacional. Até 31 de maio.
  • ‘Retratistas do morro’. Mais de 200 fotografias mostram o cotidiano da maior favela de Belo Horizonte entre 1960 e 1980. Até 8 de março.

Museu do AmanhãPraça Mauá 1, Centro. Qui a ter, das 10h às 18h. Fechado de 14 a 18 de fevereiro. R$ 40. Todo dia 10, entrada a R$ 10. Grátis nos feriados nacionais.

  • ‘Oceano: o mundo é um arquipélago’. A mostra traz ambientes que simulam o fundo do mar e um esqueleto de orca de 7m, que promete impressionar crianças de todas as idades. Até 19 de maio.
  • ‘Do cosmos a nós’. A exposição permanente aborda o impacto do homem no planeta. Nesta semana, a seção anteriormente conhecida como “Antropoceno” passou a se chamar “Onde Estamos?”, trazendo um novo vídeo-instalação e uma experiência imersiva sobre o tempo presente.

Museu de Arte Moderna (MAM)Av. Infante Dom Henrique 85, Aterro. Qua a dom, das 10h às 18h. Fechado de 13 a 18 de fevereiro. Grátis, com contribuição voluntária (sugestão de R$ 20 para adultos; R$ 10 para crianças e idosos).

  • 100 anos de arte: Gilberto Chateaubriand’. Segunda mostra organizada pelo centro cultural em homenagem ao centenário do colecionador. A partir de cinco núcleos, a exposição traça uma história do último século da arte brasileira, com obras de nomes como Cícero Dias, Iole de Freitas e Tunga. Até maio.
  • Gilberto Chateaubriand: uma coleção sensorial’. Em homenagem ao centenário de nascimento do colecionador (1925-1922), a mostra exibe cerca de 350 peças, reunindo obras fundamentais desde o modernismo e das vanguardas experimentais, com trabalhos de nomes como Adriana Varejão, Candido Portinari, Djanira, Lygia Clark e mais. Até março.
  • ‘Carmen Portinho: modernidade em construção’. A retrospectiva apresenta mais de 300 itens que revelam ideias e processos de trabalho da engenheira, urbanista e militante feminista. Até março.
  • ‘Voile/Toile – Toile/Voile’. A mostra exibe velas de barco decoradas pelo francês Daniel Buren, parte de sua obra seminal. Até 12 de abril.

Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC). Praia de Boa Viagem, Niterói. Ter a dom, das 10h às 18h. Fechado de 14 a 18 de fevereiro. R$ 16. Grátis às quartas.

Museu do Pontal. Av. Celia Ribeiro da Silva Mendes 3.300, Barra. Qui a dom, das 10h às 18h. Grátis, com contribuição voluntária.

  • ‘Festas, sambas e outros carnavais’ . A exposição reúne esculturas, fotos e pinturas de mais de 60 artistas de dez estados que abordam festejos populares como maracatu, folia de reis, reisado, jongo, boi-bumbá e carimbó. Até novembro.
  • ”Sérgio Vidal: nas batucadas da vida” . O artista plástico de 80 anos ganha, pela primeira vez, uma retrospectiva de sua obra — muito influenciada por Heitor dos Prazeres. As mais de 30 pinturas retratam de igrejas evangélicas de sua infância à vida boêmia no Rio. Até julho.
  • ”Ocupação Naná Vasconcelos’. Uma experiência imersiva tomada por estímulos sonoros e visuais e instrumentos do percussionista. Até março.
  • ‘José Bezerra e artistas do Vale do Catimbau’. A exposição reúne nove obras de madeira, algumas com mais de três metros de altura, criadas pelo pernambucano e por seus conterrâneos Gilvan Bezerra, Dário Bezerra e Luiz Benício.
  • ‘Novos ares – Museu do Pontal reinventado’. A mostra presta homenagem à proposta do idealizador e fundador do museu, Jacques Van de Beuque (1922-2000) para o espaço. Longa duração.

Museu Histórico Nacional. Praça Marechal. Âncora, Centro. Qua a dom, das 10h às 17h. Fechado de 14 a 22 de fevereiro. Grátis.Após quase um ano fechado, o museu reabre parcialmente com “Para além da escravidão: construindo a liberdade negra no mundo”. Dividida em seis seções, a mostra reúne 350 peças de museus de seis países que propõem um diálogo entre passado e presente para refletir sobre escravidão e resistência negra. Até 1º de março.

Museu Nacional de Belas Artes. Av. Rio Branco 199, Centro. Seg a sex, das 13h às 17h, com última entrada às 16h30. Segundo sábado do mês, das 11h às 15h. Fechado de 13 a 22 de fevereiro. Grátis.

  • A mostra “Bela moderna contemporânea” reúne 53 artistas nos tapumes da reforma do prédio, prevista para acabar em 2026. Na Galeria de Moldagens, a exposição “Breu”, de Vicente de Mello, reúne fotografias das esculturas da sala cobertas por um tecido protetor durante as obras. Até março.

Paço ImperialPraça Quinze de Novembro 48, Centro. Fechado de 14 a 18 e nos dias 20 e 21 de fevereiro. Ter a dom, das 12h às 18h. Grátis.

  • O novo ciclo expositivo recebe as retrospectivas “Arquipélago imaginário”, com 191 obras do fotógrafo paraense Luiz Braga que retratam sua terra natal; “Tudo o que é frágil brilha sem medo do esplendor”, com obras de Renato Bezerra de Mello feitas com cacos de vidro; “Gilberto Salvador – Geometria visceral”, com 40 obras do artista paulistano, entre inéditas e peças emblemáticas; e “Sombra da terra”, com 120 obras do gravurista Carlos Martins. Abre também a coletiva “Mamáfrica – Ancestralidades africanas no Brasil e em Cuba”Até 1º de março.

Outros museus e centros culturais

Academia Brasileira de Letras. Av. Presidente Wilson 203, Centro. Seg a qui, das 11h às 17h30. Fechado de 12 a 22 de fevereiro. Grátis.

  • A mostra “Entre África e Brasil: o acervo de Alberto da Costa e Silva” exibe imagens de viagens, livros e obras colecionadas pelo acadêmico, o maior africanista brasileiro.

Biblioteca Nacional. Av. Rio Branco 219, Centro. Seg a sex, das 10h às 17. Fechado de 13 a 18 de fevereiro. Grátis.

  • A mostra “França-Brasil: 200 anos de relações políticas e poéticas” reúne cerca de 130 itens de acervos da FBN e de instituições francesas que investigam a relação entre os países para além do aspecto político e diplomático. Até 27 de março.

Casa Museu Eva Klabin. Av. Epitácio Pessoa 2480, Lagoa. Qua a dom, das 14h às 18h. Fechado de 14 a 18 de fevereiro. Grátis.

  • A mostra “Beleza habitada: Eva Klabin, moda e memórias” apresenta, pela primeira vez, peças de alta-costura, documentos, fotografias e pinturas do acervo pessoal da colecionadora, que dialogam com obras de arte da coleção permanente da casa. Até 24 de maio.

Museu do Samba. Rua Visconde de Niterói 1.296, Mangueira. Ter a sáb, das 10h às 17h. Fechado de 15 a 17 de fevereiro. R$ 20.

  • ‘Alvoradas de Cartola’. A mostra que reúne, sob curadoria de Nilcemar Nogueira, neta do artista, mais de cem itens, dentre eles duas poesias inéditas — uma delas interpretada em áudio por Fernanda Montenegro —, depoimentos inéditos de Walter Firmo e outros amigos ilustres, e o manuscrito de “As rosas não falam”.
  • Arte delas, heranças ancestrais’. Coletiva com obras de 32 mulheres pretas que participaram de residência artística.

Jornal O Globo

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