Venezuela anuncia envio de 15 mil militares para fronteira com a Colômbia

diario
Por diario
4 minutos de leitura

O ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, anunciou na televisão venezuelana, nesta segunda-feira (25), que o presidente Nicolás Maduro ordenou o envio de 15 mil militares para a fronteira do país com a Colômbia.

A mobilização, de acordo com o discurso de Diosadado, inclui o uso de unidades aéreas, vigilância fluvial e tecnologia de drones.

Ele também pediu que o governo colombiano assuma um compromisso semelhante para preservar a paz na fronteira e prevenir atividades ilícitas e propôs a criação de uma “zona binacional de paz” entre os dois países.

“Pedimos ao governo colombiano, que vem colaborando, que faça o mesmo do lado colombiano para garantir a paz em todo o eixo, expulsando qualquer um que queira se estabelecer e cometer crimes na área da fronteira”, afirmou.

Na sexta-feira (22), sem mencionar diretamente os Estados Unidos, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou que “estão usando o narcotráfico como desculpa para invasão militar”. No entanto, descartou a colaboração amada com o governo Maduro: “Nenhum soldado colombiano passará pela fronteira em direção à Venezuela”.

EUA X Venezuela

Em um pronunciamento na quarta-feira (20), um dia depois do governo Trump afirmar que vai usar ‘toda a força’ contra ele, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, criticou fortemente os Estados Unidos.

Durante discurso em uma cúpula da Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América – formada pela Venezuela, Cuba, Bolívia, Nicarágua, Dominica, Antigua e Barbuda e São Vicente e Granadinas – ele citou “agressões imperialistas” e afirmou que, no momento, a América Latina e o Caribe formam um território em disputa entre “forças dos povos independentistas e de luta e as forças obscurantistas estadunidenses”.

“Somos uma aliança de guerreiros pela paz. (…) Se algo caracteriza essa época que estamos vivendo, e da qual sairemos vitoriosos, é o caráter cruel e a normalização da ameaça do uso de força. (…) Estamos vivendo um cenário de frenesi enlouquecido de ameaças a granel. Lançam uma ameaça aqui, outra ali. Acreditam que são donos do mundo. Acreditam que só uma palavra deles basta para que os povos se rendam e entreguem sua terra e pátria”, acusou.

Relembrando a Revolução Bolivariana liderada pelo ex-presidente venezuelano Hugo Chávez e mostrando a Constituição do país, Maduro disse que a Venezuela tem “capacidade de luta” para qualquer cenário e confirmou a mobilização militar “diante das últimas ameaças à paz e soberania” do país.

Ele pediu também, se dirigindo aos representantes dos países aliados, união em defesa da Venezuela.

Na terça-feira (19), a porta-voz do governo dos EUA, Karoline Leavitt, disse que o presidente Donald Trump vai usar “toda a força” contra o regime de Nicolás Maduro, na Venezuela.

“Maduro não é um presidente legítimo. Ele é um fugitivo e chefe de um cartel narcoterrorista acusado nos EUA de tráfico de drogas. Trump está preparado para usar toda a força americana para deter o tráfico de drogas”, disse Leavitt, a jornalistas, na Casa Branca.

Fonte: G1

Compartilhe essa notícia