Couto pede reforço federal na segurança do RJ durante as eleições

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Por diario
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O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, encaminhou ao TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro) um pedido de reforço das forças federais na segurança das eleições deste ano. O documento foi enviado no fim de junho e solicita a atuação complementar das tropas federais durante o processo eleitoral.

As informações foram divulgadas primeiro pelo G1 e confirmadas pelo blog. Segundo o documento, o governo estadual considera a participação das forças federais uma medida de “extrema importância” para garantir a segurança dos eleitores, dos locais de votação e das urnas eletrônicas, incluindo etapas como transporte e guarda.

O pedido ocorre após uma revisão do posicionamento inicial do governo do estado. Em um primeiro ofício encaminhado à Justiça Eleitoral, após consultas à Secretaria de Polícia Militar e à Casa Civil, o Executivo havia informado que as forças de segurança estaduais tinham plena capacidade operacional para atuar durante as eleições e que, naquele momento, não seria necessário solicitar apoio federal.

Ao blog, o Palácio Guanabara informou que o governador em exercício, Ricardo Couto, reformulou a sugestão após informações obtidas junto ao TRE-RJ e atendeu às solicitações apresentadas.

No novo documento, o governo afirma que mantém capacidade para cumprir suas atribuições durante o pleito, mas avalia que a presença das forças federais, de forma complementar, pode contribuir para reforçar a segurança e garantir a regularidade, a integridade e a tranquilidade do processo eleitoral.

O blog solicitou posicionamento ao TRE-RJ e ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre o pedido de reforço das forças federais para a segurança das eleições deste ano.

A solicitação de Couto acontece em um cenário de investigações que apontam possíveis conexões entre integrantes da política fluminense e organizações criminosas. O documento enviado ao TRE-RJ, no entanto, não cita essas apurações como justificativa para o pedido.

Nas últimas semanas, operações realizadas por órgãos como a Polícia Federal e o Ministério Público do Rio de Janeiro revelaram suspeitas envolvendo agentes públicos e grupos criminosos no estado. Entre elas, está a Operação Unha e Carne, que investiga um suposto vazamento de informações de operações policiais para integrantes do Comando Vermelho e possíveis conexões entre a política fluminense e a contravenção.

A investigação levou à prisão preventiva do ex-presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), Rodrigo Bacellar (União Brasil), que foi transferido para a Penitenciária Federal de Brasília por determinação do STF (Supremo Tribunal Federal). A PF também cumpriu mandados contra outros investigados, entre eles Adilson Coutinho, conhecido como Adilsinho, apontado pelas autoridades como um dos principais nomes da contravenção no Rio de Janeiro. Ele segue preso.

Em outra frente, em junho deste ano, uma operação do Ministério Público do Rio de Janeiro apurou suspeitas de ligação entre agentes públicos e integrantes da facção TCP (Terceiro Comando Puro). Na ação, foram apreendidos dinheiro em espécie, armas e equipamentos eletrônicos em endereços ligados aos investigados, incluindo o deputado estadual Val Ceasa (PRD).

Os investigados citados nas operações negam irregularidades. As defesas de Rodrigo Bacellar e Adilson Coutinho afirmaram que eles não têm envolvimento com os crimes apurados. Val Ceasa declarou que considera legítima a investigação e afirmou acreditar que ficará comprovada sua inocência.

Fonte: CNN

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