Jogada ensaiada, discurso reciclado: a metamorfose petista de Maicon Cruz

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Por diario
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No cenário da política campista, o vereador Maicon Cruz ensaia um volte-face que mais parece coreografia ensaiada para espetáculo regional. O parlamentar confirmou recentemente sua aproximação formal com o Partido dos Trabalhadores (PT), alinhando seu projeto político ao grupo liderado pela sigla no Norte Fluminense, e, nessa quarta-feira (28), compartilhou em suas redes sociais um vídeo com o prefeito de Maricá, Washington Quaquá, que o trata como aliado e pré-candidato a deputado estadual.

Até pouco tempo atrás, Maicon pavoneava-se como “independente”, que navegaria longe dos velhos acordos de gabinete. Hoje, a realidade de bastidores desmente essa autonomia: ele não só abraçou o PT, como foi visto vestindo a camisa petista. O gesto, longe de ser uma convicção orgânica por causas populares, parece calibrado por uma equação pragmática: um punhado de likes nas redes sociais, mais um padrinho político com ambições maiores, incluindo a “dobradinha” com o nome de Diego Zeidan — filho de Quaquá e um dos caciques petistas na região.

Se até ontem Maicon Cruz atirava para todos os lados tentando desqualificar críticas como “fake news”, hoje aparece em postagens e vídeos onde o carinho por Quaquá beira o fanatismo de comício. Isso explica porque, em vez de um discurso centrado nas demandas de Campos, o vereador agora ecoa slogans petistas e agendas que nada têm a ver com o Norte Fluminense.

Maicon Cruz parece ter trocado a promessa de independência por um atalho no xadrez estadual do PT, onde Quaquá atua como padrinho da sua narrativa política.

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